Planejamento Estratégico para a Gestão Quatro da Inovação PDF Imprimir E-mail

Sobre o Autor
        O Pesquisador, Escritor, Consultor e Treinador de Equipes Gerenciais, Luiz Fernando Piazzeta Hartmann, é Bacharel em Administração de Empresas, Administração Pública e Pós-Graduado em Economia, todos na UFRGS. Porém, além de ser um técnico, é um empreendedor na construção de novos métodos gerenciais e nas suas aplicações.
        Sua Metodologia de Gerenciamento - Gestão Quatro - está centrada no comportamento humano, familiar e organizacional. Combinando a sua experiência com métodos e técnicas de pesquisadores/escritores/consultores de renome nacional e mundial, obtendo-se impactos decisivos nas estratégias das empresas, tornando-as adequadas às exigências das respectivas fases do ciclo de suas existências.
        Luiz Fernando transmite a sua Metodologia para instrumentalizar o usuário no sentido de que ele se torne “um profeta”, “um cientista” e “um prático” do seu Empreendimento, seja ele gestor de uma pequena, média ou grande empresa.
Os Editores
 
O Planejamento Estratégico . . . através das Trindades
Fonte: SANTANA, Gestão

        As pessoas que procuram “Ser Ideal” me oportunizaram à experiência extraordinária que tenho vivido, nestes últimos doze anos. Ao observá-las, durante os momentos que me concediam, uma enorme questão voltava a me interrogar (foram mais de 380 Eventos sobre o “Novo Planejamento Estratégico” para executivos e executivas vindas de milhares de empreendimentos dos mais diferentes tamanhos e das mais diferentes naturezas, por mais de uma centena e meia de cidades). O que faria pessoas, gestores e gestoras de tantas diferenças, terem a mesma aspiração? Afinal, o que as/os tornava “iguais”? Recentemente, depois de um longo tempo, obtive a resposta: todas estavam e outras poderão estar ali no futuro, simplesmente pela sua... VIABILIDADE. Na diversidade das metas menores perseguidas por todas e todos, acredito que encontrei o ponto de convergência, o qual me une a eles e a elas, deles e delas comigo e eles e elas entre si. Pois sem perceber, ao longo destes anos todos, acabei construindo e organizando um modo de sentir, de sonhar, de pensar, de planejar, de fazer e de avaliar. Acredito que a partir da experiência de muitos outros pesquisadores, associada a minha própria, estamos construindo um novo método gerencial. Inicia-se no centro de uma trindade – sob a forma de um triângulo –, passa por outras duas (trindades) e conclui-se nas laterais de uma quarta, a razão das demais, quando, então, aparecem as três estratégias, que são os resultados maiores deste Método, inserido neste texto e a maior conseqüência de todo o trabalho de toda a minha vida e de parcela importante da vida de parte de minha família. Portanto, VOCÊ está no limiar de se apropriar desta experiência a exemplo de milhares de outros e outras, gente como VOCÊ, em busca da VIABILIDADE de curto, de médio ou de longo prazo.

Trindade 1
. Viabilidade de quem? Viabilidade do Empreendimento. Mas que Empreendimento? Qualquer empreendimento. Pode ser de natureza comercial, industrial, serviços, agropecuarista, espiritual, etc., ou, ainda, pode ser a viabilidade da sua cidade, de entidade público-governamental ou ainda de sua família ou de VOCÊ mesmo. Aliás, na concepção de muitos, o primeiro empreendimento a ter sua PROGRAMAÇÃO ELABORADA para a VIABILIDADE é o próprio “Ser Humano”. Somente depois viria “O Ser Empresa” e os demais “seres”. Esclarecido isto, vamos conhecer as três fontes da Viabilidade. Uma delas é o... Capital. Sempre o “Velho Capital” aparecendo mais uma vez. A sua formação e constituição respondem porque a maioria vive em sociedades capitalistas. E, ao fazer o primeiro desdobramento, vamos descobrir as suas duas origens básicas, quais sejam, a Poupança Interna e a Externa.
        A Segunda Fonte da Viabilidade denomina-se Liderança. E, ao fazer o primeiro desdobramento da Liderança, chega-se ao somatório de Vontades e Iniciativas. Estas são as duas causas fundamentais da Liderança. Ter seguidores é apenas o efeito. Necessariamente a Liderança não precisa estar centrada numa única pessoa. A institucionalização da Liderança na estrutura e nos processos dos empreendimentos retira a caracterização de individualidade.
        E, finalmente, a Terceira Fonte da VIABILIDADE é o Método ou “a maneira como realizamos o empreendimento”. Ao primeiro desdobramento do Método, para se entender o seu significado, encontramos Meta e Hodos. Enquanto, hodos significa caminho, meta significa além do. Assim sendo, podemos entender que quem utiliza um método pode ir “além do caminho”, automaticamente. A questão que se coloca aqui é a seguinte: para se
chegar além do caminho, constrói-se primeiro o hodos = o caminho ou a meta = o além de? É obvio que primeiro é o caminho, apesar da maioria dos executivos / as não responderem assim, quando questionados. Portanto, por definição lógica, a Missão Estratégica, a principal meta da gestão ou de qualquer gestor, deverá surgir no fim e não no início do processo de planejamento estratégico. Entretanto, a maioria dos empreendimentos, vem estabelecendo um Processo de Planejamento de modo eqüivocado. Um diagnóstico preliminar já pode ser feito. Que tipo de Primeira Trindade
apresenta o seu Empreendimento? Que tipo de triângulo? Eqüilátero – com todos os lados iguais? Ou, um triângulo com dois lados enormes e um pequeno demais. Se o ponto crítico do Empreendimento for Capital, este livro não vai lhe ajudar muito. Se for falta de Liderança, ele poderá lhe auxiliar bastante. Se for insuficiência de “rumo e passo certo”, ou seja, Caminho e Meta, vieste a um lugar adequado.

Trindade 2
. Qual é a origem do Método contido neste livro? O que o torna singular? Vamos então à Segunda Trindade e suas respectivas três fontes. A Primeira
Fonte é o Conhecimento Empírico, ou seja, o Conhecimento Prático. O primeiro desdobramento a ser feito na Fonte Empírica nos leva a identificar “A Emoção” como dimensão refletida pelo ser humano. Se relacionarmos com os papéis gerenciais, aqui destaca-se o espírito empreendedor em todo seu esplendor.
        A Segunda Fonte do Método é o Conhecimento Científico, cujo desdobramento inicial nos leva a identificar o “Intelecto” que se manifesta no seu
mais alto grau de racionalidade.
        E, finalmente, a Terceira Fonte do Método é o Conhecimento Sacro. No Final do livro, no item do Anexo Único, encontra-se a Gestão pela Espiritualidade. Um livro retirado da Bíblia, Provérbios, também escrito para homens e mulheres de negócios; a experiência do Cristo com o Planejamento; e, diversos cases que mostram a importância desta fonte do conhecimento para se ter na formulação deste Método Gerencial. Ao realizar o primeiro desdobramento nesta Fonte, vamos perceber a “Espiritualidade” do ser humano se manifestando.
        Um segundo diagnóstico preliminar possível de ser realizado é sobre o tipo de método que o seu empreendimento utiliza. Que tipo de triângulo ele apresenta? Somente está baseado na prática das pessoas? Ou, utiliza conhecimento científico, também. Ou, ainda . . . “Aquele que quer aprender gosta que lhe digam quando está errado; só o tolo não gosta de ser corrigido” e “o preguiçoso nunca terá dinheiro, mas quem tem iniciativa acaba ficando rico”. Você encontra estes dois versículos, entre outros, no livro de Provérbios direcionados a influenciar as pessoas na direção da melhoria dos empreendimentos.

Trindade 3
. Afinal, ao que se propõe o nosso Método? O principal resultado  esperado é auxiliar na construção do
“Planejamento Estratégico para a Gestão Quatro da Inovação”, título e síntese deste livro. Vejamos o significado destes termos:
        1. Planejamento = Preparação;
        2. Estratégico = Questões importantíssimas;
        3. Gestão Quatro = Método inédito no cenário da Pesquisa Gerencial, em aplicação desde 2010, Serra Gaúcha; e,
        4. Inovação = Criar coisas de valor para as pessoas e com retorno para o empreendimento.
        Porém, a realização disso vai depender também da situação de outras três fontes. Vamos, então à Terceira Trindade. Enquanto no centro da primeira, está a VIABILIDADE e da segunda o MÉTODO, nesta teremos o PEGI - Planejamento Estratégico para o Gerenciamento da Inovação. Para facilitar o entendimento, vamos substituir PEGI pelo termo “Gestão ou Gerenciamento”.
        A Primeira Fonte são as Culturas. Em que posição do ciclo de existência se encontra o empreendimento? É um bebê-empreendimento? Está na Infância? Superou a Adolescência? Atingiu a Plenitude? Estabilizou e entrou em decadência? Está em fase terminal? Em síntese, é um empreendimento em crescimento ou em envelhecimento, como primeiro desdobramento do que seja a Cultura. A posição no ciclo determina o estilo de gerenciamento a ser adotado, o tipo de recompensas, a priorização à parte interessada, entre outros componentes a fazerem parte da Estratégia.
        A Segunda Fonte são os Processos. O Empreendimento por si só já é um enorme e complexo processo. Mas, quando o empreendimento cresce, ele passa a ser partilhado. Surge então o processo de compra, o processo de venda, o processo de recrutamento, o processo financeiro, o processo de controle de materiais, entre outros. O primeiro desdobramento poderia classificar os Processos para Clientes Internos e Processos para Clientes Externos. Este partilhamento em múltiplos processos se deve a necessidade de melhorar a eficiência e a eficácia das partes para o todo. Entretanto, múltiplos processos dispersos não levam a nada. É necessário integrá-los, tarefa da próxima fonte.
        A Terceira Fonte é a Estrutura. Assim como há níveis de interdependência e complementaridade entre os lados das outras trindades, por isto estão postas sobre um triângulo, três lados que se tocam, nesta percebemos a grande utilidade da Estrutura para a realização da integração harmônica entre todos os Processos, condicionada ao tipo de Cultura atual e futura. O primeiro desdobramento nos mostra dois tipos de estrutura, a Centralizadora e a Descentralizadora. O Gerenciamento do Empreendimento somente será adequado ao conjunto de circunstâncias características da fase do ciclo se houver harmônia entre as três fontes. A existência das três fontes permitirá a existência do Planejamento Estratégico para a Gestão Quatro da Inovação - PEGI. Qual sua utilidade?

Trindade 4
. Afinal, qual é o principal resultado esperado do PEGI? Qual a razão do Planejamento? A razão do Planejamento Estratégico é permitir a construção
do “PLANO ESTRATÉGICO”, constituído, este, de projetos.
        Primeira conclusão: Planejamento é diferente de Plano. Planejamento é um processo ou atividade permanente e Plano é um Relatório que vai exprimir ou conter. . . a ESTRATÉGIA. Mas, que Estratégia? Estratégia por si só é uma síntese do modo de se fazer. Vamos portanto à última Trindade para conhecer as Três Principais Estratégias que estão contidas no . . . “PLANO ESTRATÉGICO”.
        A Primeira Fonte é a Estratégia Prioritária. Identificada a posição do empreendimento no seu ciclo de existência, fica definido o tipo de gerenciamento segundo as circunstâncias daquele momento. O Gerenciamento será predominantemente empreendedor? Burocrático e organizador? De cooperação? Ou, focado no produzir as custas de qualquer coisa? Ou, ainda, a combinação disto tudo em intensidade determinada pelas “circunstâncias culturais da respectiva fase”. Estas seriam as respostas obtidas a partir do primeiro desdobramento. Se a Estratégia Prioritária for inadequada ao empreendimento, as demais serão afetadas negativamente e haverá desperdícios significativos.
        A Segunda Fonte é a Estratégia Genérica. O Empreendimento vai atender aos “Mais Exigentes ou Menos Exigentes”. Estará focado para “os Ricos ou Pobres”. Aos dois grupos. Cuidado! Nem a GM ou a Igreja Católica conseguem ser alguma coisa para TODOS. Imagine, quando se quer ser tudo e para todos. Procure ser alguma coisa certa, tão bem feita, para alguns, que eles não lhe trocarão por ninguém neste mundo, mesmo quando forem abordados. O primeiro desdobramento nos mostrará que os empreendimentos podem ser caracterizados por produzirem focados Na Liderança em
Custo ou em Diferenciação. Enquanto na primeira estratégia se obtém desempenho superior através da redução de custos, na segunda, o cliente lhe premia com um preço maior pelo produto, bem físico ou serviço, diferenciado.
        A Terceira Fonte é a Estratégia Funcional. Ao confrontar influências externas favoráveis e desfavoráveis com qualidades e defeitos do Empreendimento estabelece-se a Postura Estratégica Funcional. O primeiro desdobramento desta fonte vai mostrar o resultado de cinco combinações: 1. Postura Estratégica de Retirada; 2. Postura Estratégica de Sobrevivência; 3. Postura Estratégica de Manutenção; 4. Postura Estratégica de Crescimento; e, 5. Postura Estratégica de Desenvolvimento. Enquanto a Estratégia Prioritária é caracterizada pelo Longo Prazo e a Estratégia Genérica pelo Médio Prazo, a Estratégia Funcional contempla, principalmente, o CURTO PRAZO, ou seja, o hoje, o agora, enfim, o presente. O que está ou deveria estar sendo feito AGORA, em sintonia, com o futuro, que é igual ao amanhã, o depois de amanhã, a semana que vem, o mês que vem, o semestre que vem, o ano que vem, o resto da década, a próxima ou as próximas. Uma pergunta, antes de me despedir de Você, temporariamente. As decisões que VOCÊ toma hoje contemplam que futuro? Se a resposta não lhe satisfaz, não fique pessimista. Se este livro está em suas mãos
já há uma indicação de que existe a esperança e eu lhe garanto, VOCÊ poderá ter um futuro muito melhor, pois Você está diante da oportunidade de sua PREPARAÇÃO e o seu Diferencial Competitivo dependerá em quanto o seu Empreendimento acerta na construção e execução destas três estratégias.